LIVREIROS NO RIO DE JANEIRO: INTERMEDIÁRIOS CULTURAIS ENTRE BRASIL E PORTUGAL AO LONGO DO OITOCENTOS
LIVREIROS NO RIO DE JANEIRO: INTERMEDIÁRIOS CULTURAIS ENTRE BRASIL E PORTUGAL AO LONGO DO OITOCENTOS.
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PT/RGPL/FRGLP.PPRLB.03.020
LIVREIROS NO RIO DE JANEIRO: INTERMEDIÁRIOS CULTURAIS ENTRE BRASIL E PORTUGAL AO LONGO DO OITOCENTOS
[s.d.]
Livreiros no Rio de Janeiro: intermediários culturais entre Brasil e Portugal (1808-1860) Na primeira metade do oitocentos, à medida que se inaugurou um novo cenário no Rio de Janeiro, com a criação de uma sociedade culta e ilustrada ao seu redor, a presença de livreiros adquiriu um papel de destaque, uma vez que estes se transformaram em intermediários culturais entre o Brasil e o mundo português. Esses "tratantes em livro", como também eram conhecidos à época, foram, em sua origem, livreiros de origem portuguesa, como Manoel Joaquim da Silva Porto, comerciante português, que se estabeleceu com livraria e tipografia, provavelmente desde 1810, e que ainda foi autor de algumas obras literárias. Outro destaque foi Paula Brito, poeta, livreiro, tipógrafo e editor que, nas décadas de trinta a cinqüenta, foi o editor responsável por jornais de cunho político, como A mulher do Simplício e A Marmota Fluminense, nos quais Machado de Assis colaborou. O objetivo da comunicação é analisar o papel desses dois livreiros não apenas como comerciantes, mas agentes da Ilustração que faziam de suas livrarias um espaço privilegiado na embrionária esfera pública literária, ponto de encontro e de conversas para uma elite intelectual Desse modo, por meio do exame dos livros, que eles fizeram circular, pode-se verificar os projetos que tais obras foram portadoras, possibilitando pensar, sob um certo ângulo, os problemas da nação que começava a se esboçar, contribuindo ainda para a difusão de idéias novas no campo político. Booksellers in Rio de Janeiro: cultural mediators between Brazil and Portugal through the eight hundred In the first half of the eight hundred, at the same time that a new stage was initiated in Rio de Janeiro with the creation of a refined and cultured society, the presence of booksellers assumed a relevant role once they became the cultural mediators between Brazil and the Portuguese world. These "book dealers", as they were known at that time, had, mainly, Portuguese origin, as Manoel Joaquim da Silva Porto, Portuguese business man with a bookstore and a typography, probably since 1810. He is also the author of some literary pieces. Another relevant name was Paula Brito, poet, bookseller, typographer, and publisher who, from 1930 to 1950 was the responsible person for some newspapers with deep political mark, such as A Mulher do Simplício e A Marmota Fluminense, in which Machado de Assis wrote. The goal of this messages to analyze the role of this two booksellers not only as business men, but as agents of the Illustration that transformed their bookstores in a privileged space in the embryonic public literary area, a place of talking for an intellectual elite. Then, by examining the books they sold, we may see the ideas that those pieces brought in themselves, helping us to observe, in a way, the problems of a Nation which was beggining to be delineated, also contributing for the revealing the new ideas of a political field.
Livreiros no Brasil do século XIX Elite intelectual e cidadania Esfera intelectual pública Booksellers in Brazil at XIX century Intellectual elite and citizen ship Public literary area
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